Feira Coletivo Cultural

O “Feira Coletivo Cultural” nasceu da vontade de um grupo que buscava construir uma concepção independente de produção cultural. Essa deveria se fundamentar na solidariedade, na perspectiva de trabalho coletivo com decisões horizontalizadas, optando desde o início por produzir eventos que integrassem as artes e priorizasse expressões não hegemônicas, aquelas que não eram privilegiadas pela grande mídia e produtoras em nosso estado. Alguns membros do Feira Coletivo são oriundos de uma experiência anterior de produção cultural, para alguns, o primeiro contato com uma experiência mais séria e qualificada, porém, essa ainda não tinha como perspectiva o trabalho coletivo, revelando que era preciso mais do que cooperar, era preciso um coletivismo que pudesse amadurecer o sentido da produção, das concepções de cultura e que tivesse uma interferência mais significativa na cidade. Já em 2009 foi realizado o primeiro Feira Noise e alguns eventos organizados pelo que se tornaria Feira Coletivo Cultural. Contendo vontades individuais que se transformaram em práticas coletivas, o grupo percebeu a necessidade da luta por práticas distintas das habituais e predominantes. Organizando-se como um núcleo cujo principal objetivo é o de movimentar o cenário cultural feirense através do incentivo e valorização do trabalho de artistas independentes, o Feira Coletivo se esforça para profissionalizar os protagonistas das artes, entendendo que é preciso construir uma luta que também é política, que evolve a valorização das pessoas, a transformação das formas de viver e ver o mundo para que tenhamos experiências coletivas mais profundas, baseadas no respeito e não na exploração de um indivíduo pelo outro. Buscamos investir na produção das artes integradas através de eventos que promovam a circulação e a projeção de artistas e músicos de Feira de Santana e de outras cidades da Bahia, além do intercâmbio entre bandas das demais regiões do país. Atualmente o Coletivo é integrado por produtores culturais, comunicadores, designers, artistas e profissionais de diversas áreas e busca parcerias com outros pontos de linguagem também independentes que atuam em áreas específicas como a dança ou o cinema.
O Feira Coletivo é a união de indivíduos que acreditam na construção de um novo paradigma para nortear as relações interpessoais e mercadológicas da chamada economia da cultura. Para isso, pauta suas ações nos preceitos da economia solidária e democratização do conhecimento e valorização do bem estar do indivíduo sobre o capital. Essa concepção pode ser uma possibilidade real de mudanças significativas nas formas de nos organizarmos em sociedade, mesmo que reconheçamos seus limites, acreditamos que amadurecê-las pode gerar experiências importantes e avanços na luta pela emancipação humana, principalmente no que refere à vivência cotidiana da construção coletiva e da sustentabilidade baseada em oportunidades solidárias.
O Circuito Fora do Eixo, ao qual o Feira Coletivo é ligado, é uma rede nacional de coletivos culturais articulados, baseada no intercâmbio da cultura. O Feira Coletivo Cultural é o responsável por inserir Feira de Santana nesse contexto nacional da produção independente. Além disso, A RBF (Rede Brasil de Festivais) interage com o Feira Coletivo no sentido de inserir o Feira Noise no circuito dos festivais independentes do Brasil, auxiliando no intercâmbio de artistas e das maneiras de comunicar a proposta e o conceito que um festival de artes integradas tem a apresentar.
O Feira Coletivo Cultural se organiza a partir de um núcleo durável, composto por indivíduos que tem compromisso direto e constante com o coletivo e que, portanto, respondem por esse. E também compõe o Coletivo, os colaboradores, importantes sujeitos que protagonizam o grupo.

Feira Noise 2015
Feira Noise 2015
Feira Noise 2015
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